Uma raça bastante valorizada pelos japoneses
O Akita Inu é a raça mais conhecida da grande família dos Spitz japoneses. Mas, há pouquíssimo tempo, entrou no cenário internacional. Os japoneses estão a desenvolver todos os esforços no sentido de aperfeiçoarem a pureza dos Akitas.
Criado como caçador de javalis, de veados e até de ursos negros, o Akita é capaz de se mostrar feroz mas pode ser facilmente ser treinado. Mesmo com essas características, possui um temperamento afável e de fácil domínio. É um cão leal, devotado ao dono e sua família. Sabe-se que há muito tempo atrás as mães japonesas deixavam seus filhos sob os cuidados deles. Muito reservado no comportamento e com instinto de proteção, ele está sempre pronto para defender seus entes queridos contra pessoas ou animais ameaçadores.
Essas características e sua afetuosidade para com o dono o tornaram um ótimo cão de guarda e companhia. Alerta e energético, o Akita não deve ser confinado a ambientes pequenos. Ele precisa de uma quantidade razoável de exercícios, não é muito exigente. Versátil, é excelente como caçador e retriever, ou seja, apanhando objetos. Possuem patas palmadas, são ótimos nadadores e bons cães de água. Seus pêlos devem ser escovados normalmente todos os dias.
Origem e História
No século XVI, na região de Akita, cães caçadores de ursos já eram usados em rinhas. Isso contribuiu para a preservação da raça durante muito tempo. Mas com a II Guerra Mundial, a raça quase foi dizimada devido à intensa mestiçagem com o Pastor Alemão.
Com o término da Guerra, trabalhou-se para reconstruir a raça, no entanto, como as relações entre Japão e EUA estavam cortadas, a criação acabou se diferenciando nos dois países. Daí o surgimento de Akitas com características distintas. A diferenciação foi tamanha que atualmente há uma divisão entre o Akita Americano ou Grande Cão Japonês, e o Akita Japonês, ou Akita Inu.
A Akita faz lembrar um Chow Chow de pêlo liso e, das raças de Spitz japoneses mais conhecidas, é aquele que atinge maiores dimensões. Estes cães são parentes de certas raças da Islândia. No entanto, a pureza desta raça tem sido mantida há mais de 300 anos na província de Akita no Japão e as suas origens exatas perdem-se na noite dos tempos.
O Akita Inu é muito apreciado no Japão pelas suas qualidades de caçador e cobrador, sobretudo pela grande energia que revela como trabalhador na neve, pela capacidade de apanhar aves aquáticas e até por conduzir o peixe para as redes dos pescadores. Esta raça foi nomeada oficialmente em 1931 como riqueza nacional e monumento do Japão.
A pelagem é dupla, com pêlo duro e reto e subpêlo macio e denso. A cernelha e a garupa são revestidos com pelagem ligeiramente mais longa. Os pêlos da cauda são um pouco mais longos. A cor é ruivo, sésamo (gergelim), tigrado e branco. Com exceção do branco, todas essas cores deverão ter "Urajiro", ou seja, pelagem esbranquiçada nas laterais do focinho, bochechas, sob o queixo, pescoço, peito, toda a linha inferior e face medial dos membros.
Selkirk Rex:
Paciente e amoroso
EÉ um animal reservado, porém com muitas qualidades, dentre elas a descontração. O Selkirk Rex é uma raça paciente e tolerante sendo bastante apropriada para crianças. Podem aparecer em uma grande variedade de cores, desde pretos, brancos, marrons, alaranjados, cinzas entre outros. Seu pelo pode ser curto ou longo, porém, é mais encontrado com o revestimento curto e geralmente encaracolado. É um animal de médio porte que pode viver até 15 anos. Com uma personalidade interessante, são adoráveis e amam brincar com seus donos.
História
A base para a criação do O Selkirk Rex é uma mutação com diversas outras raças de pelos enrolados. Esse gato é recente, tendo surgido em 1987. Um reprodutor dos Estados Unidos, chamado Jeri Newman percebeu a diferença em um dos exemplares e a partir daí começou a sua criação. Foi reconhecida como raça apenas pela CFA em 2000.
| Ramirezi |
Um peixe tímido, mas muito atraente
O Ramirezi é um peixe de água doce originário da América do Sul e de comportamento pacífico e tímido. O seu nome científico é Papiliochrommis ramirezi e chega a medir 5 cm. Este pequeno ciclídeo tem uma bela coloração baseada no amarelo e no azul. As fêmeas, quando maduras, apresentam a região do abdômen bem rosada. Existe ainda a variedade dourada, muito atraente.
São peixes sensíveis à temperatura da água e ao tipo de alimentação. O ph da água deve ser ligeiramente ácido a neutro (6,8 a 7,0), com a temperatura variando de 24 a 28 ºC. Porém, para a reprodução o ideal que a água seja elevada até 30ºC. Quando a fêmea está pronta para a reprodução, ela não se retira quando o macho investe contra ela, mas sim encolhe suas nadadeiras em sinal de submissão.
Sendo aceita pelo macho, o novo par procura um local para a desova que, geralmente, costuma ser sobre as pedras.
O aquário também deve ter muitos, troncos, plantas e pedras já que o Ramirezi é muito tímido e só se sente seguro quando há refúgios no aquário.
Quanto à alimentação, esta deve ser bem variada como artêmia congelada, patês, filhotes de poecilídeos, larvas de mosquito e, ocasionalmente, tubifex e enquitréas. A comida deve ser dada em doses moderadas.
Os Ramirezis vivem no meio do aquário e não incomodam outros peixes, mesmo os mais dóceis como guppys e neons.
Uma vistosa ave que cativa
A cacatua é uma ave exótica capaz de imitar a fala humana e fazer acrobacias. Muito ativa e elegante, ela está a cada dia conquistando espaço como companheira de estimação.
O que verdadeiramente faz da cacatua uma espécie diferente é a sua crista charmosa e imponente. De grande porte (pode chegar a 70cm!), esta ave necessita de espaço, e os gaiolões individuais podem ser uma boa alternativa. A crista é erguida ou abaixada quando a ave está excitada ou alarmada. Em algumas, a plumagem é especialmente vistosa.
A cacatua deve sempre se manter ocupada com coisas para bicar e mastigar, como poleiros e brinquedos de madeira, ossos de couro de boi e alimentos de "difícil acesso", como nozes, sementes, castanhas, vagens entre outros.
É aconselhável se ter um casal. Se for mais de um par, devem ser mantidos distantes, pois costumam se agredir causando ferimentos e até a morte.
Dependendo da espécie, a cacatua pode ter mais facilidade em aprender a falar, a ser barulhenta e há aquelas que são mais apegadas ao dono que não admitem ser manipuladas por outras pessoas.
Algumas espécies se alimentam exclusivamente nas árvores e outras também no chão. Costumam comer sementes, frutas, verduras e legumes. Por dia, esta ave deve comer de 150 a 200g de mistura composta de girassol (10%), milho verde cru (40%) e grãos (50%) e mais 150 a 200g de frutas com casca, verduras com o talo (excluir alface que causa diarréia) e legumes, tudo sempre picado.
Acrescentar ração industrializada canina (20g), três vezes por semana também faz parte da alimentação. Na procriação, a cacatua deve comer semente e grão germinados, que têm mais vitaminas.
A cacatua faz seu ninho nos ocos das árvores. Por adorar água, tem o hábito de bater as asas durante a chuva ou esvoaçar entre a folhagem molhada depois da tempestade. Emite um peculiar silvo quando contente ou ameaçada.
Se tratada com os devidos cuidados pode viver muito. Chega a durar de 40 a 80 anos. Por isso, antes de comprar, lembre-se que a escolhida poderá passar o resto da vida em sua companhia.
A partir dos quatro anos a cacatua está pronta para a reprodução que acontece em geral, de outubro a março. Ela põe de dois a cinco ovos por postura e os incuba por cerca de 30 dias. O macho ajuda a chocar e a alimentar os filhotes.
Os filhotes comem sozinhos a partir dos quatro meses, em média. Alimentá-los na mão a cada 2 horas é bom para torná-los mansos.
As instalações devem sempre estar limpas pois a cacatua é propensa a doenças respiratórias. As correntes de ar precisam ser evitadas.
Importação: é preciso licença do país exportador e do Ibama (tel.: (061)316-1169, Divisão de Fauna e Flora, Brasília).
Origem e História
No Brasil, o fenômeno Cacatua ainda não decolou. A reprodução é obtida apenas por alguns criadores e zoológicos. As disponíveis nas lojas comumente são importadas. Muitas delas vêm de criadouros estrangeiros, onde se procria a maioria das espécies. As pegas na natureza (Indonésia e Austrália) são controladas por legislação protecionista.
O nome Cacatua vem do malaio Kakatua, que significa Papagaio Grande (em inglês, Cockatoo), pois o porte dela pode atingir de 30 a 70 cm de comprimento.
| Tartaruguinha d'água Este pequenino ser com delicadas listras verde-amarelas é um pet que traz alegria para quem convive com ele. A tartaruguinha d'água gosta de ser acariciada na cabeça, comer na mão e tomar sol. Pode ser criada dentro ou fora de casa. Ela só precisa de uma ambiente com área seca e uma parte grande de água com temperatura morna, além de sol e alimentos. Origem e história No Brasil a espécie de tartaruguinha d'água comercializada é a Pseudemis scriptis elegans, que possui manchas alaranjadas nas laterais da cabeça e os desenhos embaixo do corpo diferentes. É vendida legalmente em lojas de aquário de peixes, obtida através de importação direta dos criadores norte-americanos. Há outra espécie, a Trachemys dorbignyi, originária dos banhados, rios e lagos da região do Rio Grande do Sul, Uruguai e norte da Argentina. Esta já é proibida de se comercializar. | |