sábado, 17 de abril de 2010

EU VOCE E OS ANIMAIS

Uma raça bastante valorizada pelos japoneses

O Akita Inu é a raça mais conhecida da grande família dos Spitz japoneses. Mas, há pouquíssimo tempo, entrou no cenário internacional. Os japoneses estão a desenvolver todos os esforços no sentido de aperfeiçoarem a pureza dos Akitas.

Criado como caçador de javalis, de veados e até de ursos negros, o Akita é capaz de se mostrar feroz mas pode ser facilmente ser treinado. Mesmo com essas características, possui um temperamento afável e de fácil domínio. É um cão leal, devotado ao dono e sua família. Sabe-se que há muito tempo atrás as mães japonesas deixavam seus filhos sob os cuidados deles. Muito reservado no comportamento e com instinto de proteção, ele está sempre pronto para defender seus entes queridos contra pessoas ou animais ameaçadores.

Essas características e sua afetuosidade para com o dono o tornaram um ótimo cão de guarda e companhia. Alerta e energético, o Akita não deve ser confinado a ambientes pequenos. Ele precisa de uma quantidade razoável de exercícios, não é muito exigente. Versátil, é excelente como caçador e retriever, ou seja, apanhando objetos. Possuem patas palmadas, são ótimos nadadores e bons cães de água. Seus pêlos devem ser escovados normalmente todos os dias.

Origem e História

No século XVI, na região de Akita, cães caçadores de ursos já eram usados em rinhas. Isso contribuiu para a preservação da raça durante muito tempo. Mas com a II Guerra Mundial, a raça quase foi dizimada devido à intensa mestiçagem com o Pastor Alemão.

Com o término da Guerra, trabalhou-se para reconstruir a raça, no entanto, como as relações entre Japão e EUA estavam cortadas, a criação acabou se diferenciando nos dois países. Daí o surgimento de Akitas com características distintas. A diferenciação foi tamanha que atualmente há uma divisão entre o Akita Americano ou Grande Cão Japonês, e o Akita Japonês, ou Akita Inu.

A Akita faz lembrar um Chow Chow de pêlo liso e, das raças de Spitz japoneses mais conhecidas, é aquele que atinge maiores dimensões. Estes cães são parentes de certas raças da Islândia. No entanto, a pureza desta raça tem sido mantida há mais de 300 anos na província de Akita no Japão e as suas origens exatas perdem-se na noite dos tempos.

O Akita Inu é muito apreciado no Japão pelas suas qualidades de caçador e cobrador, sobretudo pela grande energia que revela como trabalhador na neve, pela capacidade de apanhar aves aquáticas e até por conduzir o peixe para as redes dos pescadores. Esta raça foi nomeada oficialmente em 1931 como riqueza nacional e monumento do Japão.

A pelagem é dupla, com pêlo duro e reto e subpêlo macio e denso. A cernelha e a garupa são revestidos com pelagem ligeiramente mais longa. Os pêlos da cauda são um pouco mais longos. A cor é ruivo, sésamo (gergelim), tigrado e branco. Com exceção do branco, todas essas cores deverão ter "Urajiro", ou seja, pelagem esbranquiçada nas laterais do focinho, bochechas, sob o queixo, pescoço, peito, toda a linha inferior e face medial dos membros.

Selkirk Rex:
Paciente e amoroso

EÉ um animal reservado, porém com muitas qualidades, dentre elas a descontração. O Selkirk Rex é uma raça paciente e tolerante sendo bastante apropriada para crianças. Podem aparecer em uma grande variedade de cores, desde pretos, brancos, marrons, alaranjados, cinzas entre outros. Seu pelo pode ser curto ou longo, porém, é mais encontrado com o revestimento curto e geralmente encaracolado. É um animal de médio porte que pode viver até 15 anos. Com uma personalidade interessante, são adoráveis e amam brincar com seus donos.

História

A base para a criação do O Selkirk Rex é uma mutação com diversas outras raças de pelos enrolados. Esse gato é recente, tendo surgido em 1987. Um reprodutor dos Estados Unidos, chamado Jeri Newman percebeu a diferença em um dos exemplares e a partir daí começou a sua criação. Foi reconhecida como raça apenas pela CFA em 2000.

Ramirezi

Um peixe tímido, mas muito atraente

O Ramirezi é um peixe de água doce originário da América do Sul e de comportamento pacífico e tímido. O seu nome científico é Papiliochrommis ramirezi e chega a medir 5 cm. Este pequeno ciclídeo tem uma bela coloração baseada no amarelo e no azul. As fêmeas, quando maduras, apresentam a região do abdômen bem rosada. Existe ainda a variedade dourada, muito atraente.

São peixes sensíveis à temperatura da água e ao tipo de alimentação. O ph da água deve ser ligeiramente ácido a neutro (6,8 a 7,0), com a temperatura variando de 24 a 28 ºC. Porém, para a reprodução o ideal que a água seja elevada até 30ºC. Quando a fêmea está pronta para a reprodução, ela não se retira quando o macho investe contra ela, mas sim encolhe suas nadadeiras em sinal de submissão.


Sendo aceita pelo macho, o novo par procura um local para a desova que, geralmente, costuma ser sobre as pedras.

O aquário também deve ter muitos, troncos, plantas e pedras já que o Ramirezi é muito tímido e só se sente seguro quando há refúgios no aquário.


Quanto à alimentação, esta deve ser bem variada como artêmia congelada, patês, filhotes de poecilídeos, larvas de mosquito e, ocasionalmente, tubifex e enquitréas. A comida deve ser dada em doses moderadas.


Os Ramirezis vivem no meio do aquário e não incomodam outros peixes, mesmo os mais dóceis como guppys e neons.

Uma vistosa ave que cativa

A cacatua é uma ave exótica capaz de imitar a fala humana e fazer acrobacias. Muito ativa e elegante, ela está a cada dia conquistando espaço como companheira de estimação.

O que verdadeiramente faz da cacatua uma espécie diferente é a sua crista charmosa e imponente. De grande porte (pode chegar a 70cm!), esta ave necessita de espaço, e os gaiolões individuais podem ser uma boa alternativa. A crista é erguida ou abaixada quando a ave está excitada ou alarmada. Em algumas, a plumagem é especialmente vistosa.

A cacatua deve sempre se manter ocupada com coisas para bicar e mastigar, como poleiros e brinquedos de madeira, ossos de couro de boi e alimentos de "difícil acesso", como nozes, sementes, castanhas, vagens entre outros.

É aconselhável se ter um casal. Se for mais de um par, devem ser mantidos distantes, pois costumam se agredir causando ferimentos e até a morte.

Dependendo da espécie, a cacatua pode ter mais facilidade em aprender a falar, a ser barulhenta e há aquelas que são mais apegadas ao dono que não admitem ser manipuladas por outras pessoas.

Algumas espécies se alimentam exclusivamente nas árvores e outras também no chão. Costumam comer sementes, frutas, verduras e legumes. Por dia, esta ave deve comer de 150 a 200g de mistura composta de girassol (10%), milho verde cru (40%) e grãos (50%) e mais 150 a 200g de frutas com casca, verduras com o talo (excluir alface que causa diarréia) e legumes, tudo sempre picado.

Acrescentar ração industrializada canina (20g), três vezes por semana também faz parte da alimentação. Na procriação, a cacatua deve comer semente e grão germinados, que têm mais vitaminas.

A cacatua faz seu ninho nos ocos das árvores. Por adorar água, tem o hábito de bater as asas durante a chuva ou esvoaçar entre a folhagem molhada depois da tempestade. Emite um peculiar silvo quando contente ou ameaçada.

Se tratada com os devidos cuidados pode viver muito. Chega a durar de 40 a 80 anos. Por isso, antes de comprar, lembre-se que a escolhida poderá passar o resto da vida em sua companhia.

A partir dos quatro anos a cacatua está pronta para a reprodução que acontece em geral, de outubro a março. Ela põe de dois a cinco ovos por postura e os incuba por cerca de 30 dias. O macho ajuda a chocar e a alimentar os filhotes.

Os filhotes comem sozinhos a partir dos quatro meses, em média. Alimentá-los na mão a cada 2 horas é bom para torná-los mansos.

As instalações devem sempre estar limpas pois a cacatua é propensa a doenças respiratórias. As correntes de ar precisam ser evitadas.

Importação: é preciso licença do país exportador e do Ibama (tel.: (061)316-1169, Divisão de Fauna e Flora, Brasília).

Origem e História

Na Europa e especialmente nos EUA, onde a cacatua é reproduzida em cativeiro há anos, já se tornou bem popular, sendo os norte-americanos um dos maiores exportadores. Nestes países, há brinquedos e gaiolonas sofisticadas especialmente fabricadas para ela, diversas publicações e vídeos sobre sua criação que ensinam a amansá-la e a fazer truques como andar de patins, pegar objetos etc.

No Brasil, o fenômeno Cacatua ainda não decolou. A reprodução é obtida apenas por alguns criadores e zoológicos. As disponíveis nas lojas comumente são importadas. Muitas delas vêm de criadouros estrangeiros, onde se procria a maioria das espécies. As pegas na natureza (Indonésia e Austrália) são controladas por legislação protecionista.

O nome Cacatua vem do malaio Kakatua, que significa Papagaio Grande (em inglês, Cockatoo), pois o porte dela pode atingir de 30 a 70 cm de comprimento.


Tartaruguinha d'água

Este pequenino ser com delicadas listras verde-amarelas é um pet que traz alegria para quem convive com ele. A tartaruguinha d'água gosta de ser acariciada na cabeça, comer na mão e tomar sol. Pode ser criada dentro ou fora de casa. Ela só precisa de uma ambiente com área seca e uma parte grande de água com temperatura morna, além de sol e alimentos.

Se você ainda não sabe, as tartaruguinhas são carnívoras. Elas não vivem só de alface como muitas pessoas pensam. Eles precisam de carne e peixe moídos em pedaços pequenos e crus, frutas e verduras picadas. Sua saúde é muito resistente porém pode apresentar raquitismo, deixando o casco mole, caso ela esteja com falta de proteínas.

O lugar seco serve para a tartaruguinha sair da água e descansar. Ela faz suas necessidades dentro da água, portanto a limpeza diária é fundamental para a saúde de sua amiguinha.
Tenha cuidado com a sua tartaruguinha! Se ela for colocada em locais ásperos pode causar ferimentos embaixo do casco favorecendo a entrada de fungos e bactérias.

As tartaruguinhas d'água se reproduzem com muita facilidade em cativeiro. Ao nascerem têm apenas 4 cm, o tamanho equivalente ao de uma caixa-de-fósforos e já saem logo nadando. Adultas chegam a medir 25 cm, crescendo 3 cm por ano. Vivem, em média,
40 anos mas podem chegar a um século!


A identificação sexual só pode ser feita quando adultas, aos cinco ou seis anos. A fêmea é maior com cerca de 25 cm e o macho chega a 20cm com a cauda mais comprida e volumosa.


O acasalamento é de julho a agosto e a desova de setembro a dezembro. Cada fêmea põe, em média, 10 ovos, que enterra na areia. Para garantir um maior número de nascimentos, as covas devem ser abertas com cuidado e os ovos retirados sem sacudir ou mudá-los de posição. Para isso devem ser marcados com lápis na parte superior e transferidos para uma chocadeira onde serão enterrados em areia para que possam eclodir em 120 dias. Após este processo, os ovos devem ser enterrados na mesma posição, a
10 cm de profundidade com temperatura de 27 a 29 graus.

Origem e história

No Brasil a espécie de tartaruguinha d'água comercializada é a Pseudemis scriptis elegans, que possui manchas alaranjadas nas laterais da cabeça e os desenhos embaixo do corpo diferentes. É vendida legalmente em lojas de aquário de peixes, obtida através de importação direta dos criadores norte-americanos. Há outra espécie, a Trachemys dorbignyi, originária dos banhados, rios e lagos da região do Rio Grande do Sul, Uruguai e norte da Argentina. Esta já é proibida de se comercializar.

Os quelônios (tartarugas, cágados e jabutis) são os vertebrados mais facilmente reconhecíveis, devido a presença do casco que é a chave do sucesso destes animais.
Os quelônios de hoje não são tão diferentes de seus ancestrais que viveram durante o Triássico. São cerca de 260 espécies conhecidas, sendo encontrados em diversos ambientes: lagos, rios, pântanos, mar, florestas e desertos. A maior espécie é a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) podendo medir 2,4 m de comprimento e pesar 900 kg.


O casco é a característica principal de uma tartaruga, sendo a carapaça composta por ossos dérmicos que são recobertos por escudos córneos de origem epidérmica. Os quelônios são os únicos vertebrados que possuem as costelas externas às cinturas. Outra característica destes animais é o seu bico córneo, não apresentando dentes.


Um dos quelônios mais comuns entre nós é o cágado (Família Chelidae) que vive em ambientes de água doce (açudes, lagos e rios). Este quelônio é caracterizado por recolher a cabeça curvando o pescoço horizontalmente. Algumas espécies de cágados são diurnas, enquanto outras são noturnas.